.: A Segunda vez :.

Nossa segunda gestação foi planejada e esperada. O obstetra e o pediatra neonatal que nos acompanhou foram os mesmos da gestação/parto do Benjamin. Toda a gestação foi tranquila, sem sustos, ou seja, tudo nos levava a crer que teríamos um parto natural de novo. Mas dessa vez a ansiedade tomou conta, e de maneira bem violenta. A data provável do parto (DPP – 40 semanas de gestação) era dia 14/08, mas o trabalho de parto só foi “dar as caras” às 41 semanas (22/08). he he he…

Para aguentar toda a ansiedade eu contei com o apoio do marido, da sogra, da mãe e da Lorena. Ahhh a Lorena… santificada seja! x:D

Na altura das 39 – 40 semanas eu já tinha me afastado da minha roda social física (igreja, amigos, que me cobravam a vinda da criança) e virtual (grupo de gestantes, porque eu não aguentava mais a tagarelação de parto, gravidez, amamentação… AHHHHHHH). Eu sonhava com as contrações ritmadas. Mas só sonhava.

Enfim…

Durante a semana 40 eu estava arrumando minhas coisas e minha mãe me perguntou:

– Você já separou a roupa que você vai usar na maternidade?

Eu: – Não. Mas vou levar o que tenho.

Mãe: – Sem chance! Vamos ao shopping hoje de noite e vamos comprar umas camisolas bonitas pra você.

Dito e feito. A Sra. Barriga40, o primogênito, sogra e mãe foram bater perna no shopping. Compramos camisola pro hospital.

E naquela madrugada de 5a pra 6a feira, eis que a tão desejada cólica surgiu.

Eram cerca de 3:30h da manhã quando senti a cólica. Resolvi ir ao banheiro, fiquei um tempo lá, voltei pra cama, e ela continuava indo e vindo. Fiquei faceira demais!! Mandei um zapzap pra Lorena, e ela mandou eu descansar, porque se engrenasse teríamos uma 6a feira animada! E eu consegui dormir? Nada! Fiquei lá, sentindo o ir e vir, e também de vez em quando eu ia e voltava do banheiro. Num determinado momento resolvi baixar um aplicativo para celular que ajuda a contar as contrações e seus intervalos, e eu ficava lá, apertando o “start\stop”. Eu tava d-o-i-d-a pra acordar o Anderson (porque ele estava apagado do meu lado), mas esperei dar 6h da manhã.

No meio tempo o Benjamin já estava na nossa cama. Às vezes ele despertava com o brilho da tela do celular, mas logo voltava a dormir.

E então, umas seis e pouco da manhã, o Anderson acordou e me perguntou se estava tudo bem. E eu – querendo gargalhar de alegria – respondi que tava tudo ótimo e que era pra gente levantar, tomar banho, café e ir pro hospital, porque hoje a gente ia parir. Bah! Ele levantou num pulo, e o Be também! E lá foram os dois super felizes tomar banho e rir debaixo do chuveiro.

Com toda a algazarra é claro que minha mãe e minha sogra acordaram, e eu avisei que o neném ia nascer! Daí de bate e pronto as duas começaram a ajeitar o café da manhã e não se cabiam de felicidade.

Liguei para a médica (6:30), e ela me perguntou se algo tinha saído, e eu respondi que apenas um filete de sangue. E ela, toda tranquila respondeu: “Você deve estar com uns 4 cm. Me encontra no hospital lá pelas 7-8 h.”

Tomei banho, mas o café mal mal desceu… tanto pela euforia quanto pelas contrações. Eu já estava num estágio que preferia me calar durante as ondas.

Entramos no carro umas 7:40, e fomos pro hospital.

Lá chegando, o Anderson ganhou o crachá de “pai”, e informamos que a doula iria entrar. E daí foi um rebuliço. O porteiro encrencou, o Anderson se enfureceu, e eu quase parindo pedi pro Anderson deixar pra lá que depois a gente resolvia, e fomos pra fila (FILA!) pra dar entrada no hospital. Para nossa alegria, um homem nos deixou furar a frente dele. Mesmo assim, ficamos quase 10 minutos esperando pra sermos atendidos.

Uma observação: penso que as pessoas acham que trabalho de parto é repleto de gritos, socos e palavrões, igual nos filmes. E por isso me enrolaram, só pode! Porque sou uma mulher tranquila até em trabalho de parto. Eu converso, sorrio, ando… e por isso eu acho que eles acharam que eu estava blefando. Enfim. Assinamos uns papeis e me disseram que alguém viria me buscar pra subir pra maternidade.

Nisso a Lorena entrou, e o Anderson saiu pra buscar as coisas no carro. Esperamos, esperamos, esperamos e nada nem ninguém apareceu pra me buscar. Até que olhei pra Lorena, ela olhou pra mim, e resolvemos subir “escondidas”! Me senti super UAU naquela hora, porque eu raramente quebro regras ou as desrespeito, mas se eu ficasse no PS mais um pouco, iria ter o neném lá mesmo. Subimos e fomos pra recepção da maternidade. Lá levamos uma bronca da enfermeira chefe por ter subido sozinha e sem os papéis (fué fué fué fuééééé). Depois pedi desculpas e me justifiquei e ficou tudo bem.

Ficamos meia hora na recepção esperando nos alocarem e também esperando o antibiótico (Streptococcus +). As enfermeiras, técnicas e quem passava por lá, achava graça de ver a nossa tranquilidade. Quando vinha a contração eu fazia um sinal de “pare” pra interromper o bate papo, e quando passava, tudo voltava ao normal. Quem via aquilo achava graça e até duvidava do trabalho de parto. Finalmente me colocaram em um quarto sozinha e lá ficamos, eu e Lorena, até o Anderson subir (a maternidade liberou a entrada do pai e da doula). Contrações indo e vindo, conversando, e esperando o antibiótico, e o tempo passando… Chuveiro! Vamos para o chuveiro com banquetinha de parto –> essa mesma banqueta foi minha “amiga” no parto do Be. Beijos, Banqueta!

Eu e o Anderson entramos no chuveiro, com ele sentado atrás de mim, massageando minha lombar. E a dor aumentando.

A médica chegou, e junto com ela, o cheiro do perfume. Ahhhhhh deu vontade de sair do chuveiro e fazer ela tomar um banho pra tirar aquele cheiro. Se teve algo que me deixou enjoada foi isso. Penso que é uma maneira de tirar o foco da dor, porque eu sentia a dor e o cheiro e não sabia qual era mais intenso. Alguém depois, por favor, dá um “alô” pra ela? x:D

A médica chegou, e fez um toque (primeiro e único exame de toque que fiz durante toda essa gestação, e fiz porque o pediatra disse que viria só quando o neném estivesse no canal vaginal). 8-9 cm! Uh-huuu! E me informou que a bolsa estava intacta. O que? Não rompeu? E ela sugeriu eu sentir, e pus o dedo e senti a bolsa íntegra! Perguntei se ela ia estourar, e ela disse que não tinha necessidade. Fiquei felizona!

Olha minha cara de tristeza nessa hora:

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A partir daí, uns 15 minutos bastaram.

O Anderson ficou de doulo e a Lorena de fotógrafa emotiva.

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Nessa hora eu já estava na “partolândia”, mas ao mesmo tempo estava no mundo real. Veio um puxo bem forte, e doeu, doeu bastante, e soltei um tímido “porra”, e acho que ouvi algumas risadas. Mas entre achar e realmente ter ouvido, existe um abismo de incerteza.

Depois vieram mais dois puxos e o neném desceu e nasceu. Empelicado! Ai… que emoção!! Lembro bem da feição da Lorena com lágrimas e dizendo que nunca tinha visto um parto assim.

Então a médica puxou a película do rosto do neném, e eu, instintivamente puxei a película para ver o sexo da minha segunda cria. Uma menina! Que deleite! Nossa Olívia!

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Então eu e o Anderson ficamos lá no chuveiro, jogando água morna na Olívia, e namorando ela, até o pediatra chegar (uns 15 minutos depois). Esperamos o cordão umbilical parar de pulsar, o Anderson cortou o cordão, e então pai e pediatra foram para o quarto com a neném para avaliar a situação dela. É claro que era nota 10! x:D

 

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E eu fiquei lá, na banqueta, esperando a placenta sair (uns 20 minutos depois), batendo papo com a médica, a Lo e as enfermeiras. O tema mais falado era a neném empelicada.

E então fui para a cama, onde a médica deu os pontinhos na laceração (a mesma do Benjamin). E lá fiquei. A Olívia mamou muito desde o início.

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Nós 4 nessa foto. Que vai ficar guardada pra sempre com a gente. E a Lorena pra sempre vai morar no coração da nossa família, por ter sido tão presente, tão querida, e sincera.

Algumas observações:

– Tirei foto com a placenta. Mas não vou por, porque é algo só meu. Sou grata a ela, que manteve minha filha acomodada dentro de mim, por ter nutrido e protegido. Ela que se parece com uma árvore da vida, e realmente, ela mantém a vida. A vida que Deus permitiu.

– No final das contas não tomei o antibiótico. Esqueceram de preparar e administrar (e nem precisou, porque a neném nasceu embaladinha pra presente!).

– Sou grata à médica que amparou a Olívia. Grata de coração, por ter aceitado ser a médica de emergência (o meu obstetra viajou 4 dias antes da neném nascer, o que aumentou significativamente minha ansiedade).

– Eu tenho o privilégio de ter um doulo, meu amado marido. Me doulou 2x com perfeição! Te amo!

– E eternamente grata a Deus, por me permitir se mãe mais uma vez, parindo naturalmente, sem intervenção. E do jeitinho que a natureza pede pra ser: pura e simples, sem complicação.

Nossa Olívia nasceu às 9:30 da manhã, com 48cm e 3,340kg, de olhos bem abertos, num parto vapt-vupt!

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Toda Honra, e toda Glória ao meu Deus!

.:Ele não me quis mais:.

Faz tempo que estou ensaiando para me sentar em frente ao computador e escrever sobre o desmame do Benjamin.

Sempre ouvi casos e mais casos de mães e conhecidas que diziam ter sofrido muito porque tinham que desmamar seus filhos, ou que estavam à beira da loucura e da violência porque não aguentavam mais os choros e birras por causa das mamadas… e… e… “Mas… peraí! Você está falando de mamar no peito ou na mamadeira?”.
No peito, claro! Primeiro porque o assunto mamadeira não me interessa.

Ahhhh como eu gosto do funcionamento natural das coisas. Eu gosto de ver a vida fluir, caminhar conforme suas vontades, suas necessidades, ouvir a voz do instinto, e fazer tudo o que traz paz ao coração. E sou grata a Deus, Criador da vida, por isso ser uma lei dentro da nossa casa.

Assim como o Benjamin veio ao mundo no dia/hora que ele quis, de parto natural, ele mamou no peito desde os primeiros minutos de vida, e não largou mais.

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Ele SÓ mamou no peito.
Nunca precisamos dar leite artificial, e optamos por deixar o leite de vaca para depois dos dois anos de idade.
Mamou até os seis meses exclusivamente, em livre demanda, ou seja, quando ele queria, na hora que bem entendia. Não foram poucas as vezes que eu o amamentava de 15 em 15 minutos, ou acordava diversas vezes na madrugada para alimenta-lo. Fora os momentos que o peito servia de analgésico ou calmante. E o mais incrível nisso é que SEMPRE funcionava.

Ele, até hoje (com quase 2 anos completos), nunca tomou antibióticos, não teve gripes, tampouco outras doenças cabulosas (graças a Deus!). Os resfriados vieram, mas foram embora em um ou dois dias. Viva o leite materno! \o/

Obs.: remédio aqui em casa só em último caso para os adultos e nenéns!

Cansei de ouvir de pessoas próximas – e distantes – que eu ia sofrer para desmama-lo, e que eu teria que forçar o desmame, Caso contrário ele ficaria um menino grande que mama no peito (cara de “QUE HORROR” das mais tradicionais e pudicas). E eu respondia sempre: “Ele vai mamar no peito até seus dois anos de idade, pelo menos, se depender de mim.”. Quanta reprovação!

Azar de quem reprova.

Depois dos seis meses eu passei a dar outros alimentos pra ele (frutinhas, sopinhas, sucos, e outras comidinhas feitas em casa. Sempre feitas em casa, nada de cacarecos prontos ou industrializados). Depois de um ano de idade eu desencanei com algumas gulodices, mas deixando sempre para os momentos especiais e finais de semana (brigadeiro e coxinha nas festinhas, bolos, chocolate…). E o leite materno sempre lá presente, em menor quantidade que antes, mas presente, pelo menos umas 3-4 vezes num dia normal.

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Até que nos deparamos com um teste de gravidez positivo (viva! \o/). Aí que eu ouvi, em coro, o entoar “AGORA VOCÊ TEM QUE DESMAMAR DE VEZ!”.

Hein?????????????????????????

Minha casinha caiu, mas meu filho não queria largar meu peito de jeito nenhum!
Na primeira ida ao obstetra eu soltei: “O Benjamin ainda mama, tem problema?”. E ele, calmamente e sorridente, respondeu: “Pra você, nenhum. Só se fosse uma gravidez de risco. E pense na possibilidade de amamentar os dois.”
Voltei pra casa pulando de alegria! Daí passei a buscar a informação sobre a amamentação em tandem, e tudo deixou de ser um monstro, para se tornar algo lindo, como só a natureza pode ser! S2

“Ouvir a voz do instinto e fazer o que traz paz ao coração”. E então as coisas passaram a ser mais leves.

Mas a transição não foi um passe de mágica.

As mamadas que aconteciam de 3 a 4x ao dia passaram a 2 e até 1x no decorrer do tempo.
Conforme a gravidez avançava, os momentos de amamentação se tornavam um pouco exaustivos e doloridos. Eu conversava com o Benjamin, falava sobre os incômodos, e que às vezes não era mais tão gostoso quanto antes, que o seio ficava dolorido, e que a posição dele acabava apertando muito minha barriga, e machucava a mamãe…
Várias vezes, quando ele me pedia para mamar, eu oferecia um suco, uma fruta, um passeio, uma brincadeira,… Na maioria da vezes funcionava, e em outras era só o peito que resolvia mesmo. Depois, tinha dias que ele simplesmente “esquecia” de mamar.
Ele tinha o hábito de dormir mamando, e eu e meu marido, com muito amor e paciência, ajudamos o Benjamin a dormir sozinho à noite (ficávamos sentados no chão do quarto, e ele na caminha dele, até ele adormecer. –> isso ainda acontece.), e finalmente eu pude aproveitar uma noite INTEIRA de sono novamente, após quase dois anos! (Muitos vivas pra isso! \o/ \o/ \o/ \o/ \o/)

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E quando ele estava com 1 ano e 9 meses, mais ou menos, a gente subiu mais um degrauzinho na fase do crescimento, e ele abandonou o peito de vez!

Não teve choro-sofrimento-lamento de lado nenhum. Ele está ótimo, e eu também!
Como sou grata por ter alcançado essa fase sem forçar nada nem ninguém.

Grata porque Deus tem me dado sabedoria para lidar com meu filho. Grata por ter um marido que me apoia, me entende, e não me deixa desanimar. Grata porque tenho mulheres maravilhosas ao meu lado, que caminham e lutam comigo. E também por ter pediatra e obstetra tão queridos e humanos que nos apoiam.

E agora, que venha o próximo neném! Estou de peito aberto e disposta a passar por tudo novamente.
“E se o Benjamin quiser mamar?” Tenho dois peitos, graças a Deus.

Broinha de Fubá

Eis a receita da broinha:

Broa de Fubá

240 ml de leite morno (350C)
2 colheres (sopa) de óleo
2 ovo
3 colheres (sopa) de açúcar
1 colher (chá) de sal
3 copos de farinha de trigo (ou 450 g)
1 copo de fubá (ou 150 g)
1 colher (sopa) de erva-doce
2 colheres (chá) de fermento biológico seco instantâneo.

Na máquina de pão:
Adicione os ingredientes na cuba da máquina seguindo a ordem acima. Selecione o ciclo Massas Levedadas (ou Amassar, dependendo da sua máquina). Após terminar o ciclo, retire a massa da cuba e modele como quiser. Disponha os pães em assadeira untada e enfarinhada, e deixe descansar por meia hora. Pincele leite e polvilhe fubá nos pães e coloque pra assar em forno pré aquecido, temperatura média, por cerca de 30 minutos ou até ficarem levemente dourados.

Método tradicional:
Dissolva o açúcar e o fermento no leite morno, e adicione os demais ingredientes aos poucos. Sove bem a massa até ela desprender da mão. Forme uma bola com a massa e deixe descansar por 40 minutos em local protegido. Após esse tempo, modele a massa como desejar. Disponha os pães em assadeira untada e enfarinhada, e deixe descansar por meia hora. Pincele leite e polvilhe fubá nos pães e coloque pra assar em forno pré aquecido, temperatura média, por cerca de 30 minutos ou até ficarem levemente dourados.

Observações:
– copo de medida de 240 ml
– o leite pode ser substituído por leite de coco.
– pra quem não gosta de erva-doce, é só não adicionar à massa.

É isso!! Bom apetite!

.:Por uma vida mais leve:.

Faz tempo que não escrevo neste blog. Eu canso fácil dessas coisas, mas de vez em quando surge umas ideias e tenho que coloca-las no “papel”.

Outro dia um amigo disse assim pra mim “segui sua dica, e estou me sentindo ótimo!”. É tão bom ouvir isso! Especialmente das pessoas que queremos bem (muito bem!). A partir disso, eu resolvi escrever sobre pequenas mudanças de hábito que podem fazer toda a diferença na nossa saúde. Não sou especialista no assunto, sou apenas uma pessoa que busca ter uma vida simples e mais saudável.

Sou comilona de carteirinha, mas por ter sempre brigado com a balança (hoje estou de bem, apesar de estar fora dos “padrões” ditados pela sociedade), eu mudei algumas coisas no meu dia-a-dia que percebo que faz toda a diferença no meu peso e na minha saúde (e da minha família também). E essas mudanças não foram drásticas nem traumáticas.

Vamos ao que interessa! \o/

1. Pare já de usar temperos prontos! Sal, manjericão, salsinha, cebolinha, tomilho, cominho, páprica… são muito mais saborosos, e pelo menos você vai saber o que tem na sua comida.

2. Se você almoça em restaurantes, porque não tem tempo de cozinhar em casa, fique esperto com os bufês. São a armadilha perfeita! Sabotagem pura! Selecione os alimentos. Deixe para comer guloseimas nos finais de semana, e prefira refeições mais balanceadas, ou seja, uma porção de carboidrato, uma de proteína, verduras e legumes. Nada de pegar comida boiando na gordura. Isso se encaixa no quesito “guloseimas”.

3. Troque alguns alimentos. Exemplos: arroz branco por arroz integral; carne processada por carne que você sabe que parte do bicho é; pão branco por pão integral. Refrigerante por suco natural de verdade (não de caixinha, pelamor!). Leite integral pelo desnatado (não me venha com “é aguado”, os de saquinho desnatados são ótimos).

4. Fast foods. Larga dessa vida. Aqui em Londrina temos excelentes restaurantes que servem hamburguers MARAVILHOSOS, e pelo mesmo preço (ou mais em conta) que essas redes por aí. E o melhor, é carne PURA! Tem opções de alcatra, picanha, cordeiro,… Só de pensar já deu vontade! E o melhor, vem a batata frita acompanhando. É de padecer no paraíso. x;)

5. Água. Beba água! Suco e refrigerante não matam a sede. O seu corpo precisa de Á-G-U-A! Se liga! Ou você vai ter um problema renal (se já não tem).

6. “Só como coisa light”. Aham… vai ler o rótulo da bagaça, daí você me conta se é bom. É igual trocar manteiga por margarina. Eu prefiro manteiga com toda sua gordice maravilhosa do que aquela margarina que tem sabor plástico. E aquela que diz ser boa pro coração???? É branca e assustadora. O lance da manteiga é só não exagerar.

7. Fuja do adoçante. Ô treco ruim! Aprenda a comer as coisas em açúcar. É só treinar o paladar. Tomar café açucarado é uma ofensa gigante, especialmente para os espressos. “É amargo, ruim”. Mas se você toma cerveja, você põe açúcar?? Hein? Então se liga. Vai reduzindo o açúcar aos poucos, e logo logo você vai tomar purinho! O mesmo serve para os sucos naturais, chá, leite, etc. É uma diliçaaaa x:D

8. Coma nos intervalos da refeições. Mas com bom senso, né? Uma fruta, iogurte, bolachinha. Só não vale se entupir, senão estraga a refeição seguinte.

9. E pra mim, a mais importante: prefira comer em casa, comida feita em casa! Nada de comida pronta congelada (Ecaaaaa). “Não sei cozinhar”. Não estamos falando aqui de mudanças? Então, está na hora de aprender. O Google é uma excelente ferramenta. x:D

10. Ande mais. Sempre que puder fuja dos elevadores e escadas/esteiras rolantes. Vá de escadas! Coloca a preguiça de lado. A perna não vai cair. x:)

Te garanto que com essas pequenas mudanças você vai notar grandes diferenças na sua saúde.

Observação importante: em momento algum eu coloquei aqui que sobremesas e guloseimas são proibidas. Muito pelo contrário, elas são bem vindas! Mas tudo com moderação. Comer é prazer! Comer demais e errado é que mata.

Quer coisa melhor do que se juntar aos amigos e… COMER?? Nhaammm nhammm!

Tem remédio pra tudo!

Bater papo com minha mãe ao telefone é algo sagrado. Pelo menos uma vez na semana a gente joga conversa fora com duração de, no mínimo, 40 minutos, e falamos de tudo!

Nosso ‘santo’ sempre bateu, inclusive eu acho que somos muito parecidas, tanto fisicamente quanto psicológicamente (se é assim que diz). Sabe aquele lance de você pensar na pessoa e ela ligar? É assim com a gente.

Mas então…

Hoje falamos mal de médico.

Primeiro o (ex) médico dela me chamou de miolo mole porque eu tive meu filho quase igual índia. –> nota zero pra ele!

Segundo ele disse que o mundo está do jeito que está (que jeito????) por causa de pessoas como nós (cuma?) que complicamos a vida.

Eis a questão e tema deste post. O que é complicar a vida para um médico velho de guerra? Uh?

Pra ele, e outros profissionais da área, nós complicamos a vida quando fazemos muitas perguntas ou se temos opinião. O que eles gostam é de pessoas “vacas de presépio”, que aceitam tudo o que eles dizem, e se ele falou, é regra! Mas você, minha cara colega, ou caro colega, que curte questionar o médico sobre o motivo que o levou a receitar tal remédio pra você, isso faz de ti um complicador do universo. Do universo dele, óbvio!

Ahhhh… você vai dar trabalho pro médico. Mais trabalho do que ele já tem! Tsc tsc tsc…

Porque você não toma aquele remédio e pronto? Daí você vira um “facilitador” da vida do médico e do mundo. Mas, oh, se tiver alguma reação ao medicamento, liga no consultório porque aí ele te receita um outro remédio para aliviar seu problema. Daí ao invés de tomar um remédio só, você passa a tomar dois, ou até três. Quem sabe quatro, né? Aí já está de bom tamanho, e você poderá se considerar um hipocondríaco, ou uma pessoa doente. Imagina que legal, tomar de café da manhã 2 drágeas, 3 comprimidos e uma ampola de alguma coisa? Mas não esquece de tomar aquele lá pra proteger o seu estômago de todos os outros, senão você vai vomitar tudo e terá que tomar tuuuudo de novo.

E ai de ti se no retorno você disser que não tomou todos os remédios! Vai ouvir um sermão (sem falar que ele nem vai lembrar quem é você na próxima consulta).

Pra minha alegria mamãe sempre foi avessa a remédios, e ela me ensinou a curtir uns lances naturebas.

Aqui em casa é arroz integral, pão caseiro integral (daqueles com muitas sementes e grãos, como se fosse pra passarinho), salada, fruta, suco de fruta, muita água, chazinho… Só não viro vegan porque não resisto ao cheiro do churrasco e amo leite e derivados.

Lógico que a gente come gordices também (ainda mais se chocolate, cerveja, amendoim, panetone…). Pão francês fresquinho com manteiga é iguaria!

E remédio então, pfff… nem se fale! Coisa rara! Como eu tenho enxaqueca, tomo um analgésico de vez em quando, de resto, a gente toma banho e vai dormir que passa. Remédio é só se houver real necessidade.

E o médico vem dizer que isso é complicar o mundo? Sei não, hein… Quer trem mais complicado que lembrar de tomar os zilhões de remédios que eles receitam?? E tudo com hora marcada? Capaz!

Eu prefiro ser a paciente complicada. Mas daquelas BEM complicadas e rebeldes!

E pra informação dele, vou continuar miolo mole! Sou mais feliz assim!

Filhos para o mundo

A gente sempre escuta por aí “Temos que criar os filhos para o mundo!”. Né, não?

Eu concordo, temos que criar nossos filhos para enfrentar o mundo. Só que eu acho que está tudo começando tão cedinho…!

Ontem li um post no blog, Cientista que virou mãe, que dizia sobre a escolarização muito precoce da filhinha de 2 anos de idade. E me senti super aliviada ao terminar de ler o texto porque ela também achava que 2 anos de idade era muito cedo, e tirou a guria da escola.

Hoje eu tenho a impressão de que as pessoas querem colocar as crianças o quanto antes na “escolinha”. E dão milhões de motivos:

– “ela precisa socializar com outras crianças!”

– “preciso voltar a trabalhar, não aguento mais ficar em casa!” (fora aquelas que dizem não aguentar mais pedir dinheiro pro marido pra ir ao salão, ou comprar as coisinhas dela – ter o próprio dinheiro!).

– “ela tem que começar a se tornar independente.”

– “vai ser bom pra ela, vai aprender muitas coisas novas.” (como se ler e escrever cedo significasse inteligência “Olha que lindo, já conta até 10!”)

Entre vários outros motivos que surgem por aí, tem um que as pessoas raramente vão contar pra você, que é “Eu quero um tempo livre pra mim, não aguento mais ficar 24h com ele no meu pé!”

Pô! Então botou filho no mundo pra que, meu? Pra sair na rua e ouvir as pessoas dizerem “Que neném lindo!”, ou porque estava cansada de ouvir a parentada e amigos encherem sua paciência com “Já tem um ano que vocês casaram, está na hora de ter neném!”, ou porque todo mundo tá tendo filho, então você também tem que ter o seu, afinal, não pode ficar fora desta, né?! Sem falar em encher a criança com roupas e acessórios da moda. Uau! Super legal!

Aí como você já teve o filho, e ele cresceu, e agora está naquela fase de que não pára quieto, você manda ele pra escola pra cansar bastante, e quando chegar em casa (e você do trabalho, do spa, do shopping, do que quer que seja), ele vai estar morto de cansaço e vai dormir. E você só vai admirar o “amor da mamãe” dormindo. Que lindo! ¬¬

Filho é responsabilidade. É ensinar valores. Ensinar o que é amor!

Eu não pretendo por meus filhos na escola sem antes eu sentir que eles estão prontos pra isso. Abri mão da vida profissional louca pra poder dar muito amor, atenção, e o melhor, ver meu filho crescer. Assim vou poder ensiná-lo o que eu penso ser certo e errado, como tratar as pessoas, o que é gostoso e ruim de comer, como cantar, falar as palavras, nadar, conversar, brincar, … (fora os outros zilhões de atividades que existem sem ser ir pra escola). E tudo isso com MUITO AMOR, e não com a frieza que uma escolinha pode te dar. “Mas as professoras (tias) são ótimas”, mas não amam seu filho como você poderia amar

Ensinar como é o mundo para o seu filho é muito mais gostoso com o amor que só uma mãe e pai podem dar!

Hipotireoidite de Hashimoto

Na sala de espera do Endocrinologista é comum ouvir o povo dizer “Eu tenho tireóide”.

SÉRIO? Graças a Deus, né? As pessoas costumam nascer com a glândula da tireóide, portanto, elas têm tireóide!

Na verdade, a pessoa – ignorante em relação ao próprio problema – tem hipo ou hipertioidismo.

Por causa dessa ignorância quem é informado paga o pato.

Quando eu tinha 12 anos de idade foi detectada Hipotiroidite de Hashimoto. Isso é uma doença auto imune, ou seja, meu corpo produz anticorpos contra minha própria tireoide. Mas como dizia meu falecido endócrino “das doenças, a mais bobinha” – quando tratada, é claro! Ou seja, desde então eu tomo, diariamente, o hormônio sintético (levotiroxina sódica), e só me fez bem (óbvio! Meu metabolismo voltou ao normal).

Durante a gravidez eu tive que fazer o controle mensal do hormonio e até aumentar a dose, caso contrário aria afetar a saúde do bebê.

Após o nascimento do Beni continuo fazendo o controle.

Ontem fui ao endócrino levar exames de sangue. Meu colesterol esta alto (o que não é novidade pra mim), só que pra ele, médico, foi novidade (eu o conheci logo após saber que estava grávida, ou seja, ele não tinha a menor noção do meu histórico, e nunca manifestou interesse).

– Vou te receitar um remédio para baixar o colesterol.

– Ahhh… prefiro fazer uma dieta restritiva pra ver se funciona. (Eu relaxei na dieta na gravidez e após).

– Não não, você va tomar o remédio.

– Mas estou amamentando. Posso tomar mesmo assim????

– … (minutos depois). Vamos descobrir! (pegou a bula e deu uma zoiada). Não tem contra indicção. Pode tomar!

Ai ele me deu uma amostra grátis e a receita.

Vim pra casa e fui ler a bula (gigantesca!), e lá falava – com todas as letras:

“… Também é contraindicado durante a gravidez ou lactação, a adolescentes e a mulheres em idade fértil que não
estejam utilizando medidas contraceptivas eficazes.” Fora os efeitos coláterais, que quando perguntei a ele ouvi a seguinte resposta “Ahhh uma dorzinha muscular, nada demais”. o.O

É CLARO que não vou tomar o remédio.

Fiquei muito injuriada com isso, e pelo fato dele não ter me dado outras opções para reduzir a taxa de colesterol total, como dieta e afins.

Não volto mais a esse endócrino. Vou procurar ajuda de um nutricionista e voltar a praticar alguma atividade física.

Meu corpo é muito precioso pra eu simplesmente entupir ele com remédios. Caso contrário, logo estarei num ciclo vicioso, vou tomar um remédio, e depois outro pra anular o efeito colateral, e assim sucessivamente…

Se o seu médico sempre te dá receitas de medicação, sem ao menos conversar com você direito, não significa que ele se preocupa com sua saúde.

Tudo mudou

O Benjamin nasceu, e tudo mudou.

Não existe mais rotina, agora as coisas acontecem se der. Tem compromissos que devem ser respeitados, mas é difícil algumas vezes e nessas horas eu me transformo em mulher polvo.

No começo foi tenso me adaptar a essa nova realidade de vida. Ainda mais eu, uma pessoa sistemática, organizada, tive que abrir mão do meu jeito, me anular, para me adaptar ao novo integrante da família. Parece até meio frio da minha parte, mas no começo eu não gostei… Chorei, reclamei (tadinho do Anderson), e passei a entender porque algumas mulheres tem depressão pós parto. Mas, graças à Deus, passou! x:)

Não ligo mais pra louça acumulada na pia, nem pra poeira nos móveis, ou a roupa pra passar. Meu lema agora é “Se der tempo, eu faço!”.

Mas… É lógico que quando o Beni dorme eu corro pra pegar a vassoura, né? Afinal, não sou de ferro.

E foi assim que você chegou…!

Era madrugada de sexta para sábado quando eu notei que um líquido incolor escorria por entre minhas pernas toda vez que me levantava ou fazia força. Mas preferi pensar que não era nada demais, e assim eu enganava minha cabeça e a ansiedade não tomaria conta de mim.

No sábado pela manhã eu pedi ao meu marido que me ajudasse a lavar os tapetes da sala no quintal. Foi nessa hora que eu comentei com ele sobre o líquido que continuava a escorrer. Nessa hora tive que colocar um absorvente pra conter o “vazamento”, caso contrário eu ficaria toda ensopada em menos de 1h! Era estranho imaginar que talvez fosse a bolsa rompida, estranho porque eu pensava “Mas já??????”. Então resolvemos ligar para o GO.

– Alô, Dr, é a Michelle. Acho que minha bolsa rompeu apesar de estar vazando de pouquinho em pouquinho.

– Oi Michelle… então vai pro Hospital Evangélico (HE) fazer uma avaliação, porque eu não estou em Londrina, estou em Curitiba.

– HEIN?!

– Fique tranquila, vou ligar pro HE avisando que você tá indo pra lá.

Depois do choque (choque porque pensei “como assim que ele tá em Curitiba?????!!!!! – como se médicos não tivessem vida própria, né?) eu resolvi que só iria ao hospital depois de terminar de lavar os tapetes. É claro que eu já tinha avisado minha doula (Marília), por sms. Aliás, a doula oficial também estava viajando! Na verdade ela estava voltando de viagem, mas só chegaria a noite. Daí avisei a outra doula (Lorena) também! Afinal… como assim parir sem ninguém?!??! É muito abandono!

Fomos ao HE. Eu e meu marido armados até os dentes, afinal, eu não queria ser internada naquele hospital (eu já tinha me planejado pra ter o neném em outro hospital, Araucária). Sem falar que como estávamos sem doula e sem o GO, me senti completamente desprotegida. Ao ser encaminhada para a maternidade avisto um rosto familiar entre as enfermeiras. Na mesma hora meu coração sossegou e respirei aliviada.

Eu só disse assim pra enfermeira chefe: “Oi fulana! Eu sou Michelle, do Gesta!” E ela abriu um sorriso e depois tudo ficou mais fácil. Parecia um código, sabe? E começamos a falar a mesma lingua: parto humanizado. Ela foi extremamente gentil durante o exame e manteve meu GO – por telefone – a par de tudo o que estava acontecendo. Aquilo tudo me deixou muito mais tranquila. Resumo do exame: eu estava com bolsa rota, colo do útero amolecido, nenhuma dilatação e contrações de Braxton Hicks apenas. Fiz um ultrassom pra ver se estava perdendo líquido amniótico (negativo), e o neném estava ótimo! Ou seja, tudo perfeito pra voltar pra casa e ficar lá, de molho. E foi o que o obstetra substituto fez, me liberou.

Mortos de fome, eu e meu marido fomos almoçar no Habbib’s. Foi então que percebi que eu estava ensopada, e em todo lugar que eu sentava, eu deixava um ‘carimbo’. Foi desagradável, mas pelo menos almoçamos (esfirras e beirute), e voltamos pra casa. Tomei um banho, me troquei e fui me deitar no sofá da sala pra tirar uma soneca.

Durante a soneca eu percebi que as contrações que antes eram na parte de cima da barriga, foram para a parte de baixo, e passei a ter cólicas levemente incômodas. Fingi naturalidade e deixei o sábado rolar, mas daí pedi ao meu marido que anotasse o tempo das contrações pra gente ter noção do que estava realmente acontecendo. Ao me deitar pra dormir (umas 22h) as cólicas estavam um pouco mais fortes, porém à meia noite e meia eu acordei com uma cólica absurda! Corri para o banheiro pensando na possibilidade de evacuar e aliviar a dor. Ledo engano!!!! Ao me sentar no vaso notei que o tampão tinha saído, e agora eu tinha contrações mais intensas. O Anderson estava acordado, e lá pela 1 e pouco da manhã eu chamei ele e disse:

“Marido, o bicho tá pegando!”

Liguei para a doula e mandei uma mensagem para o celular do GO que estava em Curitiba. Me vesti e entrei no carro me concentrando nas contrações e seus intervalos refrescantes.

Chegamos no Hospital Araucária às 2 e pouco da manhã. Fomos recebidos pela Marilia e toda sua parafernália. Na recepção o ambiente era calmo e vazio (ufa!), e logo o atendente mandou trazer uma cadeira de rodas (??). A enfermeira ouviu “Obrigada, mas prefiro andar. Sacumé, ajuda pro parto!”. Não posso deixar de relatar que tanto o atendente quanto a enfermeira ficaram levemente chocados com a rejeição da cadeira de rodas e com a notícia de que era pra ser parto normal.

A enfermeira (novinha, com cara de recém formada), me examinou e disse “4cm de dilatação”. Eu e a Marilia vibramos (nessa hora meu marido estava ajeitando a papelada da internação).

Assim que tudo estava acertado fomos para o apartamento (enfermaria). O quarto era só nosso! \o/
Avisamos a enfermeira que seria parto natural. Ela ainda não estava acreditando. Eu achei o máximo a cara dela ao ver a banqueta de parto e o nosso bom humor – mesmo com contrações, dor, e afins. Logo fui sentando na banquetinha, e as contrações pareciam aumentar, mas eu deixava ela ir e vir, e fazer o papel dela: trazer meu neném.

Em certo momento as enfermeiras vieram com a maca para me levar para o centro cirúrgico. Daí começou o fuzuê!
Dissemos que eu não iria pra CC nenhum, que eu teria o neném no quarto. As enfermeiras acharam aquilo um absurdo e disseram que era contra as regras do hospital. Só sossegaram depois que informamos que isso tinha sido combinado com o GO ausente (mas que tem moral lá) e com o Pediatra, e que eu não ia sair dali!! A contra gosto elas trouxeram os equipamentos para o quarto e várias outras vezes elas reapareciam lá no quarto para averiguar o que tava rolando.

Lá no Araucária um outro obstetra me atendeu (também enviado pelo meu GO ausente). Esse médico parecia ser super gente boa, já tínhamos ouvido sobre ele. Mas nem tudo são flores, né?! Ele me examinou e disse: “4 cm só! Esse neném só vai nascer pela manhã!”. Eu pensei: “4 cm??? wtf!!!! Acho que ele errou, hein?”, mas fiquei na minha. Foi então que o simpático médico japonês puxou uma conversa nada legal:

– Eu sugiro fazer um enema (lavagem intestinal) para evitar infecção (??), e também uma analgesia. Afinal, pra que sentir dor, uh?
Eu: – Não quero fazer enema.
Marilia: – Não se faz mais enema!!!! –> neste momento o médico ignorava completamente a doula, e chegava a ser engraçado.
Anderson: – Não vai fazer a lavagem, e nem aplicar analgesia. Ela não quer!
Médico: – Ela que tem que decidir.
Eu: – Eu não quero nem um, nem outro.
Médico: – Vou deixar você pensar! (e ficou parado, na minha frente, esperando eu responder)
Eu: – Não vou responder agora, vou pensar (blefe!!!) e depois respondo. (na verdade eu queria dizer: SOME DAQUI COM SEU ENEMA E ANALGESIA!).

E então ele saiu da sala pra eu “pensar” (ha ha ha).

Nesse momento eu estava tendo contrações e sentia os puxos. Eram intensos, e como eu estava deitada na cama (o médico tinha pedido pra eu deitar pra me examinar), eu via minha barriga se mexer assustadoramente a cada contração. Certo momento tomei coragem de me levantar e pedi pra ir pro chuveiro. No começo fiquei na banqueta com a água do chuveiro batendo na lombar, mas depois preferi ficar em pé, com os quadris para trás, me apoiando na barra de ferro e no Anderson. Essa posição era ótima! Porque quando os puxos vinham, eu ficava à vontade para agachar (eu sentia vontade de agachar todas as vezes).

A sensação que eu tinha era que minha lombar ia se rasgar a qualquer momento. O Anderson e a Marilia faziam massagem na lombar e eu tentava relaxar. Teve uma hora que a dor parecia insuportável. Até pensei em pedir a analgesia tão insistida pelo médico, mas a Marilia não deixou. Ela disse “Esse é o máximo de dor que você vai sentir! Não vai passar disso!”. Ouvir isso foi um alívio…

Pouco tempo depois os puxos ficaram mais próximos, e em um deles eu tive a sensação de que a cabeça do neném estava dentro do canal vaginal. Foi num segundo puxo que a sensação ficou mais nítida. Eu estava em pé apoiada no Anderson, só nós dois no banheiro. Nessa hora eu resolvi por a mão para sentir o que estava acontecendo, porque eu tinha certeza que o neném estava coroando. E BINGO, senti a cabecinha do neném querendo sair! Chamei a Marilia e a enfermeira dizendo “- Gente! Tá coroando! O que eu faço!?”. A enfermeira estava incrédula e animada (primeiro parto natureba que ela presenciava), e se certificou que estava coroando mesmo. E foi chamar os médicos (o GO e o pediatra).

O médico pediu para que eu me deitasse na cama. Me deitei, mas eu achei que seria só pra ele me examinar, sei lá. Quando eu disse que queria ter o neném na banqueta, ele riu e disse que isso não era possível. Então eu sugeri: “E em pé, posso???”, e ouvi a mesma resposta. Nessa hora eu percebi que essas posições alternativas não estavam dentro da rotina dele, e preferi ceder (a Marilia não gostou muito, mas depois concordou comigo que isso era demais para o Dr. Enema). Ele me queria completamente deitada, e eu disse que assim não dava, tinha que ser o mais inclinada possível. Ele concordou, e nessa hora a Marilia pegou o controle da cama e foi subindo, subindo, e o médico pedindo pra parar, e ela se fez de morta e subiu um pouco mais.

Confesso que estava até engraçado ver a disputa entre o médico e nós três (acho que era quatro, porque o Pediatra é do nosso time também! Mas ele só ficava assistindo, ria, e não tomava partido).

O médico começou a mexer em pinças, tesouras e outros instrumentos cirúrgicos, e perguntei pra que aquilo tudo. Antes que ele respondesse eu disse: “Nada de episiotomia!”, e ele disse que se fosse necessário ele faria. E bati firme “Nada de episio, deixa lacerar, eu não ligo!!!”. Depois ele veio com um lero lero de que talvez fosse necessário deslocar o ombro do neném pra passar, e novamente eu retruquei “Não vai precisar de nada disso, você vai ver!”. E sempre que eu retrucava o Anderson e a Marilia faziam coro.

Nessa hora as contrações foram embora… o clima foi quebrado… mas eu queria meu neném comigo, e me concentrei. Fiz força. Pedi, por gentileza, que fechassem a porta do quarto porque eu queria gritar. E isso foi motivo de riso, e disseram: “Onde já se viu pedir licença pra gritar no parto?”

E eu gritei!

Ai como gritar é bom nessa hora! Eu sentia a cabeça do neném saindo e aquilo parecia fogo. Eu gritava: “Tá queimando!”, e dizia palavrões em inglês (segundo a Marilia). E logo ouvi o médico: “Já foi metade da cabeça. Faz mais uma força pra acabar!”. E foi assim… mais uma força e a cabeça saiu, e o corpinho escorregou pra fora. Nessa hora todo mundo parou pra olhar a genitália do neném. “É menino!” “Benjamin!”. E acabou o mistério do sexo do neném! hAUheuahuehauheuhae

Era 4:50 da manhã.

Peguei meu filho entre minhas pernas, ligados pelo cordão umbilical, e puxei para meu peito. Tão lindo, perfeitinho! Nasceu limpinho, de olhos abertos. E eu agradecia o Pediatra por ter ficado lá (ele disse que se desse 7h da manhã e nada do neném, ele teria que sair para o plantão no HU). O Anderson cortou o cordão depois que ele parou de pulsar. O Pediatra não fez nada no neném, só secou o cabelinho e enrolou em um lençol, arrumou o umbigo e deu a nota do apgar (1o).

Benjamin: 50,5 cm e 3,290 kg.

Como Deus é maravilhoso! (eu pensava)

Depois fiquei namorando o Benjamin enquanto o médico dava os pontos na laceração do períneo (foi pouca coisa).

Quando tudo acabou e toda a equipe médica saiu do quarto eu só queria duas coisas: comer e descansar.

A Marilia ficou esperando o marido dela vir busca-la, eu tomei um banho, e o Anderson ficou o tempo todo contemplando nosso neném.

Depois nós 3 ficamos lá no quarto, sozinhos, dormindo. Afinal, a madrugada foi animada lá! x:D

Alguns pontos importantes nesse dia:

1. Nós ‘catequisamos’ a enfermeira naquela noite. Mostramos pra ela que o parto normal/natural/humanizado é possível e não é um bicho de sete cabeças. Ela ficou muito animada e feliz por ter participado de todo o parto e por termos sido tão tranquilos com ela (na noite anterior uma outra gestante, que teve parto normal, quase matou a equipe médica, e ela estava traumatizada).

2. O trabalho de parto, ao todo, durou menos de 4:30. E o trabalho de parto ativo, menos de 2h.

3. A presença da doula foi fundamental!

4. A presença e participação ativa do meu marido foi maravilhosa. Sem ele seria impossível! Te amo forever!

5. Depois do parto me senti a mulher mais mulher desse mundo! x:)))))

6. O médico errou, o neném não nasceu depois do sol! o/

.:Silence is golden:.

Parei de dar aulas no mês de julho. Primeiro: a barriga está muito grande e não dá pra mais “disputar” espaço entre eu, a cadeira, a mesa, e os alunos. Segundo: não tenho mais pique para dar aula, estou com a cabeça em outro planeta. Terceiro: tenho evitado dirigir por Londrina, especialmente nos horários de grande movimento.

Ou seja, o que eu mais quero ultimamente é ficar quieta em casa, curtindo minha barriga (despedida!), organizar as coisinhas do neném, manter a casa organizada, cozinhar, etc., e esperar o neném querer vir.

É claro que quando é necessário eu saio de casa, mas normalmente eu espero o Anderson chegar do trabalho pra ele ir comigo. Tô andando igual uma gansa e agora as roupas estão incomodando pra valer (a maioria das blusas me deixam com o visual de caminhoneiro – parte da pancinha à mostra). Enfim, o melhor é ficar em casa mesmo! Sem falar que o médico sugeriu que eu descansasse bastante nessa reta final.

Pode parecer um pouco antissocial, mas tenho evitado conversar com as pessoas. É que eu mesma não aguento mais conversar sobre gravidez, neném, e afins. Mentira… na verdade eu gosto de conversar sobre isso, mas tenho receio das pessoas pensarem “Nossa! Ela só fala sobre isso!”. Mas, me diz, sobre o que eu vou conversar se hoje, meu maior interesse, é a minha gravidez, nenéns, enxoval e afins? ¬¬

Então eu tenho passado mais tempo sozinha ou conversando com pessoas que tem os mesmos interesses.

Outra coisa de socializar é ouvir críticas não construtivas nessa altura do campeonato. Nossa! Acho que é a pior parte, né? O que eu preciso hoje é de pensamentos positivos, ouvir coisas boas, do apoio das pessoas que fazem parte da minha vida atualmente. E não ouvir casos terroristas sobre partos, fotos de crianças deformadas e carnificinas hospitalares. ò.ó

Durante toda a gestação eu li diversas coisas sobre partos (normal/natural/cesárea/domiciliar), conversei com várias pessoas que passaram pela experiência (positiva e negativa) dos partos, tirei diversas dúvidas com meu gineco/obstetra, e participei de grupos e reuniões de gestantes.

“Mas na hora H é muito diferente da teoria”. Eu sei muito bem sobre isso. Cada pessoa é uma, e as experiências são únicas. E eu estou completamente disposta a ter a minha experiência de parto, com todas as sensações que ela proporciona (dor e alegria).

Faço apologia ao parto natural sim! Mas sem radicalismo, afinal, a cesárea é fundamental quando necessária, e não como um artigo de luxo pra não sentir dor (cirurgia sem dor? Isso não existe! Na hora de te cortarem você não sente, mas na recuperação, sim!). Marcar data pro neném nascer? Quem é que pode decidir que dia é melhor?

Eu quero participar de cada instante do parto (pode durar o tempo que for, não tem problema), quero estar ativa e consciente. Deixar meu corpo agir por instinto e permitir que ele funcione naturalmente. Quero respirar fundo na hora das contrações, e fazer força na hora de empurrar. Não ligo para a dor, o que importa é ter a cabeça tranquila. Quero ter a alegria de parir meu filho do jeito que Deus fez!

Logo o neném vem. Depois que tiver a minha experiência eu escrevo aqui.

O que importa agora é ficar quietinha em casa.

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